quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

!MUITO PRAZER!

!MUITO PRAZER!


A hora é agora
O momento é já
O passado lá fora
O futuro virá
Não, não dá pra fugir
Não dá mais pra escapar
O lugar é aqui
O momento é já
Não se pode adiar...
Nem adiantar...
Hoje é o dia D
Agora é hora H

Não há termos nem prazos
Nem chance de anonimato
A pessoa é você
No segundo imediato
Não há outro caminho
Nem outra cercania
Tem que ser sozinho
Auto companhia
Tem que estar aberto
E fechado em si
Não há método certo
Tentar é conseguir

!Muito prazer!
Quero te apresentar a você

Letra mais recente dos Ilhados Aqui... Achei uma das melhores....

domingo, 12 de dezembro de 2010

CARA À TAPA

O que se entende por essa letra???

CARA À TAPA

eu que dava minha cara à tapa
fiquei com a cara no chão
vesti a carapuça
à palmatória dei ã mão

eu que botava minha mão no fogo
saí com o filme queimado
sem deitar na cama
levei a fama em meio ao mar de lama

eu que acendia velas
caí do cavalo
e quanto maior, maior a queda
no meio do caminho tinha uma pedra...

eu que dava minha cara à tapa
fiquei com cara de tacho
e quebrei a cara
o buraco era mais embaixo

eu que botava minha mão no fogo
de olhos fechados
tive que ver pra crer
o pior cego é o que não quer ver

eu apostava todas as fichas
mas a ficha caiu!
e quanto maior, maior a queda
no telhado de vidro cai a pedra....

é sempre assim
quando parece que tá tudo bem
algo aparece, não é bem assim
e parece até que não sobra ninguém

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Olhares, sorrisos e garrafas d’água

“Como assim? Eu imaginava olhares, sorrisos e garrafas d’água... Quer dizer que a banda é só você e o computador?”


Foi assim que uma amiga virtual comentou ao saber que os arquivos de músicas minhas que passava para ela eram forjados no meu quarto, com ajuda de um programa de gravação através do qual eu podia montar a bateria e o baixo de forma artificial.

O tempo passa e ontem fizemos a primeira gravação (tosca, admitimos) de um ensaio da Ilhados Aqui.

Não havia garrafas d’água, mas olhares e sorrisos estavam lá.

Juntamente com erros, desafinações, atropelamentos de tempo, esquecimento de acordes, letras cantadas erradas... E muito prazer!

Pela manhã só se falava disso no universo da Ilhados Aqui (restrito a nós 3, por enquanto).

São 8 arquivos de mp3 devidamente dissecados incessantemente nos fones de ouvidos das estações de trabalho de cada um.

Sim, trabalhamos juntos.

Paradoxalmente, o trabalho que nos limita a possibilidade de dedicação à banda, é o mesmo que proporcionou a oportunidade de estarmos juntos, além de bancar os gastos materiais de quem resolve montar uma banda pós-adolescência que não pode mais contar com o natural “pai-trocínio”.

No que vai dar?

A única certeza no mundo da Ilhados Aqui é que haverá sorrisos, olhares, erros e prazer na próxima quinta. E em vez de garrafas d’água, uma cerveja gelada quando terminar.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

MUNDO DA FANTASIA

Primeiro eu compunha as músicas no violão imaginando arranjos de guitarra, baixo e bateria e uma voz decente cantando as músicas;

Depois passei a criar os arranjos de bateria e baixo através de um programa de gravação, sendo que eu tocava a guitarra e cantava;

Mais tarde, um amigo passou a tocar o baixo e eu com a guitarra e voz, usando uma bateria eletrônica;

Agora, um baterista se une a nós e já posso dizer que tenho uma banda, em que cada um faz sua parte.

O choque de realidade entre as primeiras versões das músicas fantasiadas no passado, com o som que estamos fazendo hoje, e as possibilidades da minha voz, foi grande.

Mas o pior som feito no mundo real é muito melhor do que o melhor som feito apenas na minha cabeça.

Amar e mudar as coisas me interessa mais.

MUNDO DA FANTASIA

“Credo, olha que perna de pau!”
“Se eu treinasse não jogaria tão mal”
“Nossa, mas que discurso ruim!”
“Daria um show, mas não estou a fim”

E você, que critica, mas não tenta
Ei, você, que condena sem saber
É, você, que não arrisca e se contenta
Diz aí, o que faz pra merecer?

“Ah, se eu quisesse, eu faria”
“Iria executar com maestria”
“É, eu mandaria muito bem”
“Não deixaria a desejar para ninguém”

E você, que diz que faria melhor
Por que não faz, e fica apenas no gogó?
E você, que acha que poderia
Porque não sai do mundo da fantasia?

É fácil falar
É fácil dizer
Quero ver ralar
Quero ver fazer

Quem tenta tentar
E assume se expor
Mais chance de errar
Muito mais valor

terça-feira, 5 de outubro de 2010

DEMOCRACIA

Há pouco tempo atrás eu estava defendendo um candidato como Serra e alguns queridos amigos e primos estavam do outro lado, certamente o chamando de "baderneiro" por ter sido presidente da UNE e lutado contra a ditadura.


Hoje, Serra é "o outro lado" e eu, meio constrangido e muito decepcionado, mas pragmático na obrigação da escolha do "menos ruim", opto por Dilma apenas no 2o turno, acusada por eles de guerrilheira e terrorista.

O primeiro sintoma da evolução da recente (re) democracia no Brasil, é a divisão política entre PT e PSDB, relegando a DEM e PMDB papéis de coadjuvantes no cenário nacional.

O próximo passo dessa evolução será o surgimento de uma 3a força mais ética e preparada do que PT e PSDB para disputar o protagonismo político.

Em 2006 foram 9% dos votos par a 3a via. Este ano já foram 19%!

Devagarinho nossa democracia vai evoluindo.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

sexta-feira

Quando a gente fica ansioso para chegar sexta à noite, não para cair na noite, e sim por finalmente poder ter uma boa noite de sono, isso é sinal de decadência física, fracas opções na cidade, ou princípio de depressão?

Hum... no meu caso acho que é a porra da apnéia...

PS: hoje talvez tenha rolado o primeiro ensaio da primeira formação power trio da banda Ilhados Aqui. Quem viver, verá!

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Vendendo pulseirinha em Morro de São Paulo

Toda vez que eu pego um trânsito punk, eu começo a refletir sobre essa louca vida urbana que vivemos.


E já que não dá pra contar com uma solução a médio prazo dos gestores públicos para o trânsito cada vez mais caótico e como não sou macho o bastante pra largar tudo e vender pulseirinha em Barra Grande, penso que já está na hora da própria sociedade buscar alternativas.

Todo mundo sair na mesma hora e voltar na mesma hora pra casa não dá, né?!

Por que empresas e órgãos públicos não vislumbram turnos com horários flexíveis e alternativos?

Sei que isso já é uma realidade em algumas empresas de negócios ligados à criatividade e tecnologia, e até em alguns poucos órgãos públicos cujos funcionários trabalham visando tarefas e metas, sem horários tão fixos, mas, pelo menos em Salvador, pelo que eu saiba, são raríssimas exceções.

Porra, bastava o Governo do Estado adotar horários alternativos, que aquele Centro Administrativo já desafogava a cidade. Adoraria trabalhar de 11 às 21h, por exemplo. Ou então se dividia em 2 turnos... 06h às 16h, pros malucos que acordam muito cedo e 12h às 22h, para os vespertinos... Dava direito de escolha... E ainda ia ganhar produtividade...

Podia-se também adotar o regime de 6h de trabalho diários... Li outro dia algum estudo de que, quanto mais tempo a pessoa passa na empresa, menor é sua produtividade. Efetivamente se desperdiça muito tempo.

Pronto... dava certinho: primeiro turno, sei lá de 10 às 16, e o segundo de 16 às 22h. Show... Dispersava os engarrafamentos, se ganhava em produtividade e qualidade de vida. Votem em mim. Meu número é...

Em paralelo a isso, a onda dos empreendimentos imobiliários é apostar no conceito de “tudo num só lugar”. Morar e trabalhar no mesmo bairro, e quem sabe até, no mesmo prédio! Que vai ter a academia e shopping embutidos.

Esse conceito só tem razão de ser, em função de um trânsito absurdo.

Porque há uns 25 anos, eu morava na Pituba, estudava em Ondina e meu pai que trabalhava na Piedade me pegava na escola, almoçava em casa, descansava, e voltava pra Piedade, em menos de 2 horas.

Hoje fiz exatamente Pituba/Ondina em 1h. E sem parar em lugar nenhum.

De fato, pode ser muito mais confortável... Mas sei não... Dá uma sensação de claustrofobia. Sair do escritório, subir um elevador e chegar no AP. Dormir e no outro dia descer o elevador e chegar na empresa... O vizinho é o colega de trabalho... Estranho. Tenho medo de que vamos nos dar conta que passamos uma semana inteira sem ver nem sentir a luz do sol.

O mais legal talvez seria morar perto do trabalho para ir andando ou de bicicleta. Aí sim, seria gostoso. 15 mim a pé ou de bike.

O foda é que com essa lua de Salvador, o escritório tinha que ter pelo menos um chuveirão pra tirar o suor. Complica também...

Difícil essa vida urbana...

Tô começando a pensar em aprender a fazer a tal da pulseirinha...