terça-feira, 11 de maio de 2010

PRIMEIRO PASSO

Sempre gosto de pensar que quando estamos aparentemente sem opções, na verdade temos TODAS as outras opções. Uma vez ouvi ao fim de um namoro que, se por um lado, estava perdendo uma mulher, por outro, estava “ganhando” todas as outras. E pra alguém que gosta de paquerar, essa forma de enxergar o momento foi motivadora. Mas, mais do que um artifício para driblar a dor ou uma frustração, há uma verdade aí.

Certa vez ouvia um amigo desabafando sobre a perda de uma oportunidade profissional. Ao final do desabafo, ele mesmo já encarava com um ar (naquele momento, ainda forçado) otimista, de que todas as vezes em que uma coisa desse tipo havia acontecido no passado, foi para melhorar depois. E no caso dele, acabou sendo melhor, realmente.

É claro que se fala aqui de situações em que podemos, sim, dar a volta por cima. Tirando “saúde”, acho que se pode virar o jogo, recomeçar, buscar o melhor, em qualquer situação. Até com problemas de saúde vemos grandes exemplos de superação e recomeço, como vem nos provando os depoimentos reais a cada fim de capítulo da novela "Viver A Vida".

A música que estou postando agora fala de um lado disso. Ela se situa justamente no momento em que estamos parados diante do novo.

Propositalmente, ela será a segunda música do disco, logo após “O Que Ficou Pra Trás I”. Há um sentido nisso, para quem quiser enxergar. Ou são apenas duas músicas independentes também.

O fato é que volta e meia nós nos vemos novamente diante de um “primeiro passo”.

PRIMEIRO PASSO

Estou à beira de um caminho
Desconhecido pra mim
Estou à porta de entrada de uma estrada
Que não conheço o fim

Estou num labirinto
Com os olhos vendados
Não tenho o mapa da mina em plena neblina
De um campo minado

Não sei como dar o primeiro passo

Não há pegadas, pistas, placas
Apontando a direção
Auto-estima é um passo em falso e estou descalço
Sobre um alçapão

Muitas nuvens no céu
Encobrem o cruzeiro do sul
Sigo sem nenhum norte, muito menos sorte
À espera de uma luz

Não sei como dar o primeiro passo

E se ao menos eu pudesse voar
Pra do alto poder ver
Em que trilhas em posso passar
Quais atalhos devo percorrer

E se ao menos eu pudesse voar
Pelo céu, pelo espaço
Aí então poderia evitar
De dar o primeiro passo
Porque

Não sei como dar o primeiro passo

PS I: Esta também está num tom muito alto para meu timbre. Talvez fique melhor na voz do Zezé di Camargo... Quando achar o tom ideal, gravo novamente, melhorando os arranjos.

PS II: Retirei as outras músicas dos lado esquerdo, pois estavam deixando o blog muito pesado, demorando de abrir. Ficar trocando as músicas periodicamente pode ser interessante também: nunca se sabe quais músicas estarão aptas a serem ouvidas. Podemos brincar de "a música do dia também". Aos poucos, encontraremos o ponto. 

4 comentários:

  1. Amei texto e música. Até qd perdemos ganhamos. Ganhamos a possibilidade de enxergar por um novo ângulo.Não há nada de ruim q n possa lhe ensinar algo.
    Há sempre a possibilidade de recomeçar e a insegurança e o medo nunca desaparece. Apenas aprendemos a conviver melhor c esses sentimentos. Sempre teremos algo novo, desconhecido a enfrentar. Seremos sempre um principiante na escola da vida. Eis q a eternidade existe p ensinar o q teimosamente insistimos em ignorar.

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  2. Gosto muito da levada mais suingada, dançante dessa música... E o que seria da gente se não fosse possível dar sempre um novo primeiro passo. Em todas as questões. Obrigado pela presença, bjos!

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  3. Legal, Letícia! Acho que ainda dá pra melhorar os arranjos e a voz! Em breve novidades, bjos!

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